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CENTRO DE QUALIDADE DE VIDA – LUMIGITUS

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PERSEVERANÇA – A FORÇA DO CORAÇÃO ESPIRITUAL

 

Esse é um mundo de provas e expiações.
Então, estude e trabalhe com discernimento e luz.
Faça sua jornada com dignidade. E paz.
O caminho é dentro de você mesmo. Honre-o.
Você é o que pensa e sente. E suas energias revelam o que você é.
Sem Amor verdadeiro, o seu coração fica pobre.
Sua mente entende das coisas do mundo. Mas quem compreende a vida é o seu coração.
Você pode rezar muito, até mesmo por condicionamento. Mas, sem amor, de nada adiantará!
A luz que brilha em seus olhos revela você. Então, transforme-os em sóis.
Não espere compreensão dos outros. Que sua segurança venha do seu discernimento.
De que adianta você vestir uma roupo cara, se sua aura* for miserável?
Se você não respeitar sequer a si mesmo, como poderá respeitar os outros?
Se há espíritos infelizes rodeando você, algo os atraiu, pois o semelhante atrai o semelhante.
Jesus estava certo, quando dizia, “Orai e vigiai!”. Isso não é preceito religioso. É terapêutica do espírito.
Quando você odeia, faz mentalmente um DDI: “Discagem Direta Infernal”. E os espíritos trevosos atendem na hora!
Se você é arrogante, já está humilhado por si mesmo. E cego de espírito.
Se você não quiser melhorar e crescer, nem o Céu poderá ajudá-lo.
Há coisas que só se resolvem quando a consciência se esclarece e se abre para a Luz.
Você pode até ter um título acadêmico, mas o seu valor real está nas suas escolhas e atos.
Se o seu coração for pequeno e egoísta, você não conseguirá suportar um Grande Amor.
Porque um Grande Amor exige coragem e caráter. E integridade de consciência.
Não se iluda: as causas e efeitos de sua vida estão em você mesmo.
Ah, Jesus estava certo, quando ensinava: “De que adianta a uma pessoa ganhar o mundo, se ela perder sua alma?”
E Buda, que era um arraso, ensinava que, “abaixo da iluminação, só há dor”.
E Krishna, então, que descia a lenha no ego, quando dizia que “o céu é dentro do coração”.
E Ramakrishna, que, em sua simplicidade, ensinava que “sem amor ninguém segue...”
Crescer não é fácil; nunca foi. Para ninguém. Então, não se lamente. Caminhe...
Como dizem os espíritos da Companhia do Amor, “Todo tempo é tempo de crescer!”

P.S.:
Mesmo que ninguém entenda, ame.
Mesmo sob fortes pressões, não desista de sua jornada espiritual.
Mesmo sob ataque das trevas, jamais renegue seus valores.
Mesmo diante das tragédias, não perca seu coração e seu amor.
Mesmo diante da traição, persevere e continue cantando.
Mesmo que o chamem de tolo, perdoe.
Mesmo que o mundo negue o espírito, continue na fé.
Mesmo chorando a dor do mundo, continue orando.
Mesmo que lhe digam que só existe o corpo, continue honrando seu espírito.
Mesmo que zombem de você, fique firme na senda.
Mesmo que doa muito, jamais permita que roubem a luz do seu coração.
Mesmo que lhe digam o contrário, você é um espírito. Sempre foi. Sempre será...
Sua jornada é a mesma da Luz infinita... Então, honre-a.
Ah, mesmo que nem você entenda, ame e continue na senda espiritual...
Compreenda. E Persevere...**

(Dedicado a Shiva).

- Wagner Borges – mestre de nada e discípulo de coisa alguma.
São Paulo, 30 de setembro de 2009.

- Notas:
* Aura – do latim, aura - sopro de ar – halo luminoso de distintas cores que envolve o corpo físico e que reflete, energeticamente, o que o indivíduo pensa, sente e vivencia no seu mundo íntimo; psicosfera; campo energético.
** Enquanto eu fazia esses escritos, rolava aqui no som o CD. “Sanctuary” – Importado – U.S.A. - da professora de Ioga e vocalista americana Donna de Lory. A sétima faixa é uma versão maravilhosa do mantra “Om Namah Shivaya”, evocativo das vibrações de Shiva, o Divino Transformador.

 

COMPANHIA REAL OU AGREGADO EMOCIONAL?

- Por Frank -

Quando ficamos sozinhos, isso dói. Daí, compreendemos que ainda não temos maturidade para ficar em nossa própria companhia.
Se não gostamos de ficar com a gente mesmo, como podemos achar que gostamos de ficar com outro - e com a gente junto?
E se ficar com o outro for um vício, um receio, um medo de estarmos junto da gente mesmo?
Do que temos medo? O que não queremos descobrir? Quem foi que ensinou a gente a ser assim?
Ninguém nasce acompanhado, todos morrem sozinhos. É claro que precisamos de gente ao nosso lado, pois necessitamos nos relacionar; porém, quando esses relacionamentos começam a nos prejudicar, qual é a lógica de continuar algo que só existe para ocupar lugar?
Queremos ocupar sempre todos os vazios, mesmo que seja com algo que não valha a pena. Daí, pergunto: não deveríamos aprender a viver sozinhos?
E se aprendêssemos a viver sozinhos, de tal forma que, a cada dia, fosse uma nova descoberta? E, cada experiência, uma vitória? Não seria inevitável que o nosso brilho atraísse alguém que valesse um poema?
Só merece estar do nosso lado quem vale um verso. Se não for assim, só teremos um agregado, um anexo, uma ilusão de que estamos realmente acompanhados, quando, na verdade, sempre estivemos sozinhos, mesmo quando tínhamos alguém do lado.

São Paulo, 06 de outubro de 2009.

- Nota de Wagner Borges: Frank é o pseudônimo do nosso amigo Francisco de Oliveira, participante do grupo de estudos do IPPB e da lista Voadores. Depois de vários anos morando em Londres, ele voltou a residir em São Paulo, em fevereiro de 2005.
Ele escreve textos muito inspirados e nos autorizou a postagem desses escritos.
Há diversos textos dele postados em sua coluna da revista online de nosso site e em nossa seção de textos periódicos, em meio aos diversos textos já enviados anteriormente. www.ippb.org.br – Outros textos podem ser acessados diretamente em seu blog na Internet: http://cronicasdofrank.blogspot.com

 
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