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CENTRO DE QUALIDADE DE VIDA – LUMIGITUS

Jornal Eletrônico


PROBIOTICOS


Tânia Resende Garcia - Médica Veterinária - Mestre em tecnologia e Inspeção de Produtos de Origem Animal - UFMG
"Quando nascemos, nosso intestino não possui nenhum tipo de microrganismos e as primeiras a colonizarem nosso intestino são as bifidobactérias. Ao colonizar nosso trato intestinal impedem que microrganismos patogênicos se fixem a mucosa intestinal, produzem substâncias que estimulam o peristaltismo, produzem substâncias "antibióticas" combatendo os microrganismos indesejáveis, estimulam o sistema imunológico, previnem câncer, etc.
Inclusive o principal nutriente das bifidobactérias são açúcares (Prébioticos) presentes no leite  materno. Já existem diversos trabalhos científicos que comprovam os efeitos benéficos das bactérias probióticas.

Entretanto, para que consigam chegar ao intestino é necessário que sobrevivam ao suco gástrico e aos sais biliares. E existe um consenso de que se a bactéria for isolada da própria espécie a que se destina, a chance dela ser resistente e colonizar o intestino será maior.
No Brasil, já foram desenvolvidas diversas pesquisas e com o isolamento de microrganismos de humanos e de animais. Na área de veterinária, o uso de probióticos na criação de aves, suínos, bezerros diminui ou substitui o uso de antibióticos e melhora o desenvolvimento animal.

Sendo assim, a PRO BIOTICO significa a favor da vida. E, ainda bem que nosso intestino está repleto deles. O nome que damos a eles é MICROBIOTA intestinal. Uma microbiota equilibrada (ecossistema) é nossa primeira defesa contra microrganismos patogênicos. Quando ingerimos um alimento com bactéria patogênica é preciso que ela rompa esse equilíbrio e colonize a mucosa intestinal.

Não posso falar da eficiência do Activia, pois não o testei. Mas quanto aos probióticos sou uma defensora. E no Brasil isso ainda é novidade. E na Europa e no Japão já existem até balas e sorvetes com probióticos. Além de diversas pesquisas e trabalhos comprovando a sua eficiência.
E não tenha receio de estar comendo cocô. O fermento (bactérias) utilizado na fabricação do iogurte são preparados de forma que só as bactérias são adicionadas ao produto. É mais seguro e higiênico que nossa própria boca.

 
 
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