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CENTRO DE QUALIDADE DE VIDA – LUMIGITUS

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Saúde e as Plantas Medicinais


Farmacêutica Lucette Morais - CRF/RS 3628


Plantas medicinais são aquelas capazes de curar doenças e promover o equilíbrio geral do organismo humano, devolvendo-nos o bem-estar. Todos os vegetais produzem uma série de substâncias químicas durante o seu metabolismo. Entre estas, encontram-se substâncias especiais que ajudam na adaptação das plantas ao meio em que vivem, agindo contra predadores, impedindo o desenvolvimento de outros vegetais ao seu redor ou ainda protegendo a planta contra doenças e pragas. Essas substâncias, também chamadas de princípios ativos naturais, têm a sua produção influenciada por diversas condições ambientais, como tipo de clima, solo, quantidade de água, altitude e latitude. Não podemos nos esquecer, no entanto, de que o uso das plantas pode também trazer conseqüências desastrosas se não for com a orientação correta. Está mais do que comprovado pela ciência que as plantas devem ser usadas com parcimônia e muito cuidado pois, além de curar, elas também podem causar intoxicações e envenenamentos. Existem plantas extremamente tóxicas que, com uma simples dose, podem levar à morte; é importante sempre procurar um profissional que possa dar a orientação adequada para cada problema pessoal - auto medicação com atenção farmacêutica.
Medicina da Homeopatia
As bases científicas da terapêutica homeopática foram lançadas há cerca de 200 anos pelo médico alemão Christian Friedrich Samuel Hahnemann (1755-1843). A homeopatia se baseia no tratamento das doenças pelo uso de um "semelhante" - similia similibus curantur. A homeopatia tem uma visão muito ampla do indivíduo, procurando não só curar a enfermidade, como também promover o equilíbrio total, prevenindo assim o surgimento de novos problemas. Sua visão é de que, além do corpo físico, todos os elementos vivos apresentam uma energia não material chamada de energia vital. As plantas são os componentes da maioria dos mais de 2 mil remédios homeopáticos.
Medicina da Antroposofia
A medicina ampliada pela antroposofia foi apresentada pelo filósofo eslovênio Rudolf Steiner (1861-1925) na década de 1910 como uma compreensão da medicina sob um ponto de vista espiritual. A medicina antroposófica considera que, além de um corpo físico, o homem é constituído de mais três estruturas: a vital (ou etérica), a anímica (ou astral) e a espiritual (o "Eu"). Essas estruturas, por sua vez, agrupam-se em três sistemas funcionais e anatômicos diferentes: o neuro-sensorial (concentrado principalmente na região da cabeça), o rítmico (cujo centro funcional se encontra na região torácica) e o metabólico. Existe uma relação recíproca entre esses três sistemas que muda ao longo da vida. Uma alteração nessas mudanças através do tempo leva a um desequilíbrio que é a causa primária das doenças. As plantas entram na elaboração de diversos produtos da medicina antroposófica, que vão desde cosméticos até os remédios propriamente ditos. Para serem usadas como ingredientes da farmácia antroposófica, as plantas devem ser cultivadas de acordo com os princípios da agricultura biodinâmica. 
Medicina Indiana
A medicina védica, ou indiana, é conhecida como Ayurveda, a medicina da saúde e da longevidade. O uso das plantas está fundamentado não só no seu efeito terapêutico, mas também na identificação delas dentro de um dos doshas. Doshas, palavra sânscrita que pode ser traduzida por "tipos", são os três princípios básicos que ligam a mente ao corpo: Vata, Pitta e Kapha. Para a medicina védica, o ideal é que o indivíduo tenha esses três doshas em equilíbrio. O desequilíbrio do Vata traduz-se em dores, espasmos, tremores. Do Pitta, em inflamação, febre, azia, ondas de calor. Do Kapha, em congestão, descarga de mucos, retenção de fluidos, letargia. Quando os sintomas surgem, é necessário reduzir o dosha correspondente com o uso de recursos apropriados. A melhor forma de manter os doshas equilibrados é cultivando hábitos harmoniosos. 
Medicina Chinesa
A medicina chinesa é praticada há milhares de anos, sempre fazendo uso dos elementos da natureza (ar, água, fogo e terra), com suas estações e ciclos, para promover a manutenção de uma relação harmônica do homem com o universo. Essa harmonia é observada em função do equilíbrio da energia vital, chamada de Chi. De acordo com a filosofia chinesa, o Chi percorre o corpo dentro de canais invisíveis denominados meridianos e polariza-se em duas correntes opostas e complementares, o Yin e o Yang. Quando o equilíbrio entre essas forças é rompido, surgem as doenças. Na fitoterapia chinesa, as plantas são classificadas segundo a sua essência, relacionada ao sabor e à sua natureza energética, ou segundo a sua forma, relacionada à parte do vegetal usada como remédio. Existem ainda outras maneiras de relacionar as plantas aos elementos naturais, de acordo com a sua cor, a parte do corpo humano sobre o qual age a planta etc. A fitoterapia chinesa consiste num vasto campo de conhecimentos milenares. 
Reino Vegetal
A magia do reino vegetal baseia-se nos espíritos das plantas. Esses espíritos, chamados de elementais, são ligados aos elementos da natureza: as sílfides, que comandam as forças do ar; as ondinas, que reinam sobre as águas; os gnomos, que dominam a terra, e as salamandras, que comandam o fogo. Os elementais são seres que habitam o plano astral, possuem inteligência instintiva e apresentam-se fisicamente nas mais variadas formas, tamanhos e cores. Os místicos afirmam que estes seres são capazes de curar e de proporcionar visões incríveis àqueles que comungam com sua existência. Os curandeiros, pajés e xamãs costumam, por meio de algumas plantas, entrar em um estado alterado de consciência, popularmente chamado de transe. As tradições esotéricas mostram uma infinidade de utilizações das forças ocultas existentes nas plantas, com o poder de curar, matar, encantar e envenenar pessoas e animais, mesmo a distância. De acordo com a ciência esotérica, todos os seres existentes em nosso planeta possuem uma aura de energia que envolve e circunda o corpo material. Essa aura é carregada de acordo com a vibração do corpo que a rege, apresentando diferentes cores e intensidades. No caso das plantas, aparelhos especiais permitem que se detecte a camada energética que as reveste e que fornecem, de alguma forma, um direcionamento no seu uso terapêutico. Esses aparelhos medem até mesmo a afinidade de uma planta com determinada pessoa, explicando por que o uso da planta para a cura de uma doença será ou não positiva. De acordo com a sua energia, a planta pode ser usada também para equilibrar as emoções e sentimentos das pessoas. Muitas plantas são empregadas popularmente para a limpeza energética de ambientes e pessoas, por meio de incensos e fumigações, justamente porque algumas delas possuem qualidades transmutadoras que propiciam a modificação da vibração atômica, devolvendo a harmonia.

 
 
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