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CENTRO DE QUALIDADE DE VIDA – LUMIGITUS

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A Cultura dos Perfumes

Farmacêutica Lucette Morais CRF/RS 3628

Todos os povos - tanto na Antigüidade quanto os povos atuais - sempre deram ênfase especial aos perfumes. Ora no sistema de defumação ou na forma de banhos com óleos ou ainda fazendo uso de objetos odoríferos, os perfumes são importantes para o restabelecimento da saúde do usuário, devido à sua influência sobre o cérebro e o sistema nervoso em geral; a vibração energética dos produtos aromáticos excita as glândulas endócrinas (chacras) e fortalece o corpo interno, iniciando uma harmonização "de dentro para fora".

O povo árabe, desde tempos remotos, sempre foi especialista em produzir perfumes e óleos essenciais e por isso são reconhecidos mundialmente por seus tratados de Osmoterapia (ou Aromaterapia) que versam sobre a confecção desses perfumes e óleos essenciais. As maiores bibliotecas espanholas, portuguesas e francesas guardam valiosíssimos volumes e farta documentação sobre esse conhecimento fantástico.

Já os indianos e os tibetanos são exímios manipuladores da Aromaterapia e a aplicam em suas medicinas, as quais classificam os perfumes em cinco categorias: repugnantes, picantes, aromáticos, rançosos e embolorados. A medicina tibetana afirma que os perfumes têm um efeito especial no subconsciente, puxando todas as informações ligadas ao processo natural de auto cura do indivíduo.

Os grandes templos budistas, a maioria deles na China e no Tibet (infelizmente, grande parte destruída) utilizavam-se de madeiras odoríficas para a confecção das estátuas sagradas de Buda e da Mãe Cósmica (Tara). E ainda se vêem nos conventos diversas bandeirolas coloridas e estátuas sagradas feitas de Sândalo, aromatizadas com deliciosos e sutis perfumes. Afirma-se que as orações mântricas feitas diante dessas estátuas podiam realizar verdadeiras e radicais curas, mesmo à distância.

Na cultura dos índios da América do Norte era comum se cobrir os enfermos e desequilibrados com a fumaça de certas plantas, como o zimbro e o tabaco. Diziam que com esse procedimento expulsava os “maus espíritos” que, segundo a cultura indígena, se alimentavam de doenças e desentendimentos, assim os índios atraíam a presença do deus supremo da cura, Wakan Tanka, o deus-búfalo, e por isso, os rituais com "cachimbos da paz" para se realizar acordos amistosos.

A ciência astrológica também faz uso e correlações de cura com os valores energéticos das plantas onde cada constelação vibra intensamente em determinada parte do corpo e o aspecto vital (ou etérico) e cada uma dessas partes da anatomia humana pode ser trabalhada, excitada e curada pelos perfumes. Por exemplo: se alguém estiver com dor de cabeça ou esgotamento mental, esfregar suavemente a seiva ou o óleo das plantas arianas( que regem a cabeça); para curar os pulmões, cheirar ou tomar óleo ou chá de eucalipto, e assim por diante, sempre se respeitando certos cuidados, é óbvio.

Para os gnósticos, a queima de perfumes, incensos, óleos essenciais, raízes, folhas secas, cascas ou resinas cristalizadas, num braseiro ou turíbulo vai além da sensação prazerosa de nosso sentido olfativo. Há uma influência direta e profunda em nossos ritmos nervoso, respiratório e cardíaco, provocando então uma incrementação no processo curativo. Porém, vai-se mais além ainda: o terapeuta sabe que o poder energético da fumaça que se desprende das ervas e produtos queimados possui a capacidade de influenciar nossos corpos internos. Na verdade, é a própria presença e poder do elemental que se verifica naquela fumaça que envolve o paciente ou o ambiente. O elemental ligado ao produto queimado pode provocar uma série de fenômenos: acelerar o movimento dos chacras, redirecionar as forças vitais do organismo(equilibrando as energias que estão em excesso e as que estão em falta), dissolver formas-pensamento (chamadas pela Psicologia de Fixações Mentais), anular fluidos magnéticos e destruir os chamados elementares.

                              

 

 
 
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