brasil   Mapa do site

Visitantes:

CENTRO DE QUALIDADE DE VIDA – LUMIGITUS

Jornal Eletrônico


Aquecimento global pode ser desastroso para saúde
17 / 09 / 2009

Fonte: http://openx.ambientebrasil.com.br/www/delivery/ck.php?oaparams
=2__bannerid=1__zoneid=2__cb=68e50f557e__oadest=http%3A%2F%2Fwww.ambient
ebrasil.com.br%2Fdivulgacao%2Fdicionario.html

 

O possível fracasso de países membros em firmar um novo acordo para mudanças
climáticas na cúpula da Organização das Nações Unidas (ONU) em dezembro
resultará em uma "catástrofe global de saúde", na opinião de 18 entidades
médicas internacionais.

Em carta publicada nas revistas especializadas Lancet e British Medical
Journal, as entidades pedem a médicos em todo o mundo que "assumam a
liderança" no debate sobre o assunto.

Em editoriais, as duas publicações especializadas afirmam ainda que o
impacto será maior sobre habitantes de países tropicais pobres. As revistas
argumentam que conter as mudanças climáticas poderia trazer outros
benefícios, como dietas mais saudáveis e um ar mais puro.

A cúpula da ONU marcada para dezembro, em Copenhagen, na Dinamarca, vai
discutir um novo tratado global para o clima, que substituirá o Protocolo de
Kyoto.

No entanto, as negociações preparatórias tem sido prejudicadas pela falta de
acordo em questões como quanto das emissões de gases associados ao efeito
estufa deve ser cortado e como financiar a proteção climática para os países
mais pobres.

"Existe um perigo real de que os políticos estejam indecisos, especialmente
em tempos de turbulência econômica como estes", diz a carta assinada por
diretores de 18 faculdades de medicina e de outras disciplinas médicas.

"Se as respostas (dos políticos) forem fracas, os resultados para a saúde
internacional podem ser catastróficos."

*Risco Crescente* - No ínicio do ano, a Lancet publicou, em associação com a
University College London, uma grande avaliação dos impactos da mudança
climática sobre a saúde.

O levantamento concluiu que o aumento na temperatura global deverá aumentar
a transmissão de doenças infecciosas, reduzir suprimentos de comida e água
pura em países em desenvolvimento e aumentar o número de pessoas morrendo
por problemas associados ao calor em regiões de clima temperado.

Mas a avaliação também reconhecia algumas lacunas na pesquisa. Por exemplo,
"quase não existem dados confiáveis sobre mortalidade induzida por ondas de
calor na África ou no sul da Ásia".

Ainda assim, a principal conclusão do estudo foi que, em um mundo que deverá
ter 3 bilhões de novos habitantes em meados deste século, "os efeitos da
mudança climática sobre a saúde vão atingir a maior parte das populações nas
próximas décadas e colocar as vidas e o bem-estar de bilhões de pessoas sob
risco crescente".

Os editoriais da Lancet e do British Medical Journal, que acompanham a carta
das entidades médicas, argumentam que a mudança climática fortalece as
propostas que organizações governamentais ligadas à saúde e ao
desenvolvimento já vêm defendendo.

"Mesmo sem mudança climática, o argumento a favor de energia limpa, carros
elétricos, proteção de florestas, eficiência no uso de energia e novas
tecnologias agrícolas é forte", diz o texto. "A mudança climática torna-o
irrefutável."

O editorial, escrito conjuntamente por Michael Jay, presidente da ONG de
saúde Merlin, e por Michael Marmot, da UCL, diz ainda que existem várias
soluções possíveis.

"Uma economia de baixas emissões de carbono vai significar menos poluição",
afirma o editorial. "Uma alimentação com baixas emissões de carbono
(especialmente com menor consumo de carne) e mais exercícios vão significar
menos problemas como câncer, obesidade, diabetes e doenças cardíacas."

*(Fonte: Estadão Online) *

 
 
<Centro de Qualidade de Vida Lumigitus    CNPJ 05889494/0001-20> 
©Todos os direitos reservados