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CENTRO DE QUALIDADE DE VIDA – LUMIGITUS

Portal do Meio Ambiente


UMA VIDA SEM IMPACTOS AMBIENTAIS É POSSÍVEL?

 

Fonte: NOTÍCIAS / CONSUMO CONSCIENTE
http://www.akatu.org.br/central/noticias/2009/uma-
vida-sem-impactos-ambientais-e-possivel

03/09/2009

Escritor americano passa um ano vivendo de maneira radicalmente ecológica e
conta sua experiência em livro e filme [image: Colin_Beavans]
http://www.akatu.org.br/central/noticias/2009/uma-vida-sem-impactos-
ambientais-e-possivel/image_mini


Mesmo morando no nono andar de um apartamento em Nova York, Colin Beavan,
sua mulher Michelle e a filha de dois anos, Isabella, não usavam elevador.
Qualquer meio de transporte movido direta ou indiretamente a combustíveis
fósseis — elevador, automóvel, ônibus ou metrô — foi abolido, e a família só
andava a pé ou de bicicleta. Eles só compravam comida local, produzida num
raio de 400 quilômetros da cidade, e não usavam sacolas plásticas.

A experiência teve algumas atitudes mais radicais, como não usar
eletricidade dentro de casa. Isso significou deixar de assistir TV e lavar
as roupas jogando-as dentro da banheira e pisando nelas, fazendo com os pés
o trabalho de uma máquina de lavar. Da alimentação, foram cortados a carne
vermelha e até o café; no banheiro, nada de xampu, pasta de dentes ou papel
higiênico.

Esse estilo de vida era a base do projeto *No Impact Man*, em que Beavan e a
família passaram um ano, entre 2006 e 2007, procurando provocar o menor
impacto ambiental possível. A experiência virou livro e documentário, que
acabam de ser lançados nos Estados Unidos.
Acesse aqui <http://noimpactman.typepad.com/>
* o blog *No Impact Man* e veja *aqui<http://www.noimpactdoc.com/trailer.php>
* o trailer do filme (ambos em inglês).

Beavan calculou que, durante o ano do projeto, sua família deixou de enviar
para o lixo 2190 copos de plástico ou de papel, 572 sacolas plásticas e 2184
fraldas descartáveis. Dois anos depois do final da experiência, como conta a
*reportagem
www.nytimes.com/2009/08/20/garden/20living.html?scp=1&sq=no%20imp

act%20man&st=cse

* publicada no jornal *The New York Times*, eles haviam retomado alguns
hábitos. A eletricidade foi religada, mas com uso restrito ao mínimo
necessário, pois eles continuaram sem ligar o ar condicionado, a máquina de
lavar louça e o freezer. Eles agora pegam o elevador em vez de subir os nove
andares pelas escadas, mas não abandonaram a bicicleta. A carne vermelha foi
eliminada do cardápio, mas o café e o azeite voltaram.

**
*Uma vida mais feliz
*Como Colin Beavan relata em seu blog, passar um ano com tantas restrições
foi um processo difícil para ele e para a família, mas a experiência o levou
a grandes descobertas. “Uma das coisas que eu não esperava quando vivi o
mais ecologicamente possível por um ano é que eu acabaria, em vários
sentidos, sendo mais feliz”, conta.

Agora, o escritor está engajado em viabilizar o *No Impact Project*, um
projeto que pretende levar as pessoas a fazer uma experiência semelhante
durante uma semana. O objetivo, de acordo com Beavan, é que as pessoas
descubram quais mudanças na direção de um estilo mais ecológico poderiam
lhes trazer uma vida melhor. “Não se trata de privação ambiental”, afirma
Beavan em seu blog. “Trata-se de como podemos ser pessoas mais felizes
ajudando a construir um planeta mais feliz.”

Para Raquel Diniz, coordenadora de Capacitação Comunitária do Instituto
Akatu, mais importante do que o resultado de experiências radicais como o *No
Impact Man* é a aprendizagem que esse processo traz. “Se a pessoa deixa de
ver televisão, inventa outra coisa para fazer e vai descobrindo novas
potencialidades. Isso é o mais importante na hora de criar um novo jeito de
viver”, afirma Raquel. A experiência de Beavan, segundo ela, é uma grande
lição para quem vive em grandes cidades: “como podemos reinventar nosso modo
de viver, causando o menor impacto possível e sendo mais feliz, sem ter de
ir para o meio do mato?”.

 
 
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