Sem redução de CO2
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29 / 09 / 2009
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As temperaturas globais devem subir 4 graus Celsius até meados da década de
2050, caso sejam mantidas as atuais tendências de emissões de gases do
efeito estufa, segundo um estudo publicado na segunda-feira (28) pelo Centro
Hadley do Departamento Meteorológico da Grã-Bretanha.
A previsão é compatível com um relatório da ONU na semana passada, segundo o
qual as mudanças climáticas estão superando as piores previsões de 2007 do
Painel Intergovernamental sobre a Mudança Climática (IPCC).
"Nossos resultados estão mostrando padrões similares (ao IPCC), mas também
mostram a possibilidade de que mudanças mais extremas possam acontecer",
disse Debbie Hemming, co-autora da pesquisa divulgada no início de uma
conferência sobre a mudança climática na Universidade de Oxford.
Líderes dos principais países emissores de gases do efeito estufa
reconheceram em julho a opinião científica de que, para evitar as mudanças
climáticas mais perigosas, a temperatura média da Terra não pode ficar mais
do que 2 graus Celsius acima dos níveis pré-industriais.
O relatório de 2007 do IPCC estimava um aquecimento de 4 graus Celsius até o
final da década de 2050. O novo estudo confirma que tal aquecimento pode acontecer ainda antes, em meados da década de 2050, e sugere efeitos locais mais extremos.
Um avanço em relação a 2007 foi incluir o provável efeito dos "ciclos de
carbono". Por exemplo, se parte da Amazônia morrer por causa de uma seca, isso exporá o solo, liberando mais carbono originalmente presente na matéria orgânica à sombra.
"Isso amplifica a quantidade do dióxido de carbono (o mais comum dos gases
do efeito estufa) que entra na atmosfera, e portanto (amplifica também) o aquecimento global. Isso realmente está levando a mais certezas (quanto ao aquecimento)", disse Hemming.
As conclusões devem ser levadas em conta nas negociações de cerca de 190
países para a adoção de um novo acordo climático global, numa reunião da ONU em dezembro em Copenhague.
O aumento das temperaturas é sempre avaliado em comparação aos níveis
pré-industriais. Cientistas dizem que o mundo já se aqueceu 0,7 grau Celsius desde então.
Um aumento médio de 4 graus Celsius mascara aumentos regionais ainda mais
intensos, como por exemplo um aquecimento superior a 15 graus Celsius em partes do Ártico, ou de até 10 graus Celsius no oeste e sul da África, segundo o estudo divulgado na segunda-feira.
"É bastante extremo. Não acho que caia a ficha para as pessoas", disse Hemming. O degelo da calota polar, por exemplo, exporá à luz do sol uma maior superfície de água escura, absorvendo mais radiação e provocando efeitos ainda mais descontrolados sobre o clima global.
(*Fonte: Estadão Online)*
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